O HOMEM-BOMBA: Bolsonaro, o presidente de pés de Barros

Por Gileno Miranda/Águia News em 04/07/2021 às 15:05:50

H√° uma figura nada oculta no esc√Ęndalo da compra da Covaxin, denunciada pelo deputado Luis Miranda e o seu irm√£o, Luis Ricado, funcion√°rio do Ministério da Saúde. Trata-se do líder do governo na C√Ęmara, o deputado Ricardo Barros, ex-ministro da Saúde. Como revelou a Crusoé , ele estava presente ao encontro de Luís Miranda com um antigo lobista de Brasília, quando foi oferecido propina ao deputado, para que ele deixasse de impor obst√°culos à compra da vacina indiana de efic√°cia e seguran√ßa duvidosas. Foi Ricardo Barros que se moveu para que a vacina pudesse ser importada, apesar das restri√ß√Ķes da Anvisa. Miranda encontrou-se com o lobista e Ricardo Barros depois de alertar Jair Bolsonaro sobre o esquema. E, depois do alerta de Luís Miranda, Ricardo Barros esteve com o presidente da República dez vezes, pelo menos. Se ficar comprovado que Ricardo Barros estava mesmo envolvido em corrup√ß√£o na compra a Covaxin, ele poder√° arrastar consigo Jair Bolsonaro para o abismo. É um homem que sabe demais.

Leia um trecho da reportagem da Crusoé, que conta tudo para voc√™:

"Ricardo Barros é o típico profissional da política. Capa-preta do Centr√£o na C√Ęmara, o líder do governo gosta de se apresentar como "político de resultados". "Eu fa√ßo acontecer e cumpro o que prometo", alardeia. Devido à capacidade de trocar rapidamente de casaca para se adaptar ao figurino do presidente de turno, o parlamentar conseguiu a proeza de ocupar postos estratégicos nos últimos cinco governos.

Em 2016, quando Barros foi al√ßado pelo ent√£o presidente, Michel Temer, ao comando do Ministério da Saúde, o ínclito Paulo Maluf quis fazer tro√ßa, mas acabou descrevendo o colega de partido talvez com mais propriedade do que ele próprio: "Barros n√£o é médico, mas é alguém que entende de opera√ß√Ķes". O perigo é o de que os efeitos colaterais dessas interven√ß√Ķes nem sempre cirúrgicas possam complicar a vida dos que topam se associar a alguém do naipe de Barros.

É exatamente o que ocorre agora. Ao mover mundos e – ao que tudo indica – fundos para que a vacina indiana Covaxin fosse adquirida pelo Ministério da Saúde, Barros virou um problem√£o para Jair Bolsonaro. Primeiro porque rifar o líder do governo na C√Ęmara significa arrumar briga n√£o só com ele, mas com o Centr√£o, bloco de partidos fisiológicos que hoje d√£o sustenta√ß√£o ao Pal√°cio do Planalto no Congresso. Depois, porque o deputado sabe demais e pode, se perceber que ser√° abandonado à própria sorte, implodir o que resta da administra√ß√£o Bolsonaro."

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Por O Antagonista

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