Em resposta a Doria, Bolsonaro diz que vacina 'não será obrigatória e ponto final'

Por Da Redação Águia News em 19/10/2020 às 18:57:08

"O meu ministro da saúde j√° disse claramente que n√£o ser√° obrigatória e ponto final", disse o presidente Jair Bolsonaro a apoiadores, nesta segunda-feira (19), sobre a vacina contra o novo coronavírus.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a declara√ß√£o é uma resposta ao governador de S√£o Paulo, Jo√£o Doria, que afirmou que a vacina√ß√£o no estado ser√° obrigatória. De acordo com o gestor, a única exce√ß√£o seria feita para quem tem alguma restri√ß√£o avalizada por um médico.

"Tem um governador aí que est√° se intitulando o médico do Brasil dizendo que ela [a vacina] ser√° obrigatória. Repito que n√£o ser√°", continuou Bolsonaro.

"Da nossa parte, a vacina√ß√£o, quando estiver em condi√ß√Ķes de, depois de aprovada pelo Ministério da Saúde e com comprova√ß√£o científica e, assim mesmo, ela tem que ser validada pela Anvisa, daí nós ofereceremos ao Brasil, de forma gratuita, obviamente", disse o presidente.

Vale lembrar que ele n√£o teve essa mesma postura, de esperar comprova√ß√£o científica, ao defender o uso da hidroxicloroquina e da ivermectina para tratar a Covid-19.

Bolsonaro sancionou, no início do ano, uma lei aprovada pelo Congresso que diz que "para enfrentamento da emerg√™ncia de saúde pública de import√Ęncia internacional decorrente do coronavírus, poder√£o ser adotadas medidas como determina√ß√£o de realiza√ß√£o compulsória de vacina√ß√£o e outras medidas profil√°ticas".

Caso haja descumprimento dessas medidas, o texto prev√™ responsabiliza√ß√£o "nos termos previstos em lei". Enquanto isso, Doria afirmou que vai se reunir com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (21).

O Brasil vai produzir, por meio do Instituto Butantan, a vacina Coronavac, criada pela gigante farmacêutica chinesa Sinovac. O imunizante demonstrou-se seguro nos testes de fase 3, que envolveu mais de 50 mil voluntários ao redor do mundo.

No Brasil, 5.600 dos 9 mil participantes do estudo j√° receberam pelo menos uma dose da vacina.

S√£o Paulo espera solicitar um protocolo de uso emergencial da Coronavac junto à Anvisa, caso ela se prove segura e eficaz.

Fonte: BN

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